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| O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, aconselha consumidores que tenham problemas com a rede de celular a denunciar as operadoras à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “As empresas têm obrigação de prestar o serviço, não podem descuidar. Multas pesadas poderão ser aplicadas nesses casos”, disse após participar do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência. Segundo Paulo Bernardo, o maior problema é que algumas operadoras estão oferecendo serviços e barateando preços, mas não estão fazendo os investimentos correspondentes. “Vendem 1 milhão de celulares, mas com infraestrutura para 600 mil”, disse. Para tentar reduzir os problemas enfrentados por usuários de diversas operadoras, o governo deve lançar um plano de incentivo para a construção de redes de telecomunicações. “Vamos tirar impostos para a construção dessas redes, exigindo que as empresas façam investimentos”, explicou. Paulo Bernardo disse, ainda, que neste semestre a Anatel deverá votar um plano geral de metas de competição, determinando que as operadoras terão obrigação de compartilhar sua estrutura com outras. “Se cada uma tiver de instalar antenas em várias localidades, a cidade vai parecer um paliteiro. Por isso, esse compartilhamento da estrutura”, ressaltou o ministro. “Serão soluções de longo prazo”, completou. Presidente da Costa Cruzeiros diz que capitão do Concordia “enganou” empresa
Postado em //26/01/2012 - Fonte:
Abr O presidente da Companhia Costa Cruzeiros, Pier Luigi Foschi, responsável pelo navio Costa Concordia que naufragou na costa da Itália há 13 dias, disse que o capitão da embarcação, Francesco Schettino, “enganou” a empresa ao prestar informações. Segundo ele, os dados preliminares de Schettino não permitiam à companhia observar a gravidade da catástrofe. O navio naufragou na costa da Toscana, no dia 13, com 4,5 mil pessoas a bordo – pelo menos 16 pessoas morreram e 16 estão desaparecidas. O capitão do Costa Concordia foi acusado de homicídios múltiplos e abandono de posto antes do fim da retirada dos passageiros e membros da tripulação. As operações de busca por desaparecidos e de retirada do combustível no navio Costa Concordia foram retomadas hoje (26) de manhã, depois de suspensas ontem devido ao mau tempo. Foschi forneceu um levantamento detalhado dos diálogos de Schettino com Roberto Ferrarini, chefe da unidade de crise da Costa Cruzeiros, que faz parte da empresa americana Carnival Corp. O presidente da Costa Cruzeiros disse que Ferrarini recebeu a primeira ligação de Schettino às 21h57 (hora local), no dia 13 de janeiro, aproximadamente 10 minutos depois de o navio colidir com um rochedo. “Schettino disse que tinha um grande problema a bordo. Ele disse a Ferrarini que tinha batido em uma rocha e que não tinha mais eletricidade no navio. O capitão disse que somente uma das câmaras de ar tinha sido inundada”, disse Foschi. De acordo com o presidente da Companhia Costa Cruzeiros, em um segundo telefonema Schettino informou às 22h06 que uma segunda câmara estava cheia de água, mas que “a estabilidade do navio não estava em perigo”. O comandante “estava muito calmo e disse que a situação estava sob controle”, completou Foschi. Mas, às 22h33, Schettino declarou que “o navio se inclinava cada vez mais” e às 22h35 ele disse a Ferrarini que o Concordia seria abandonado. “Ferrarini disse ter ficado surpreso com a decisão de [Schettino] abandonar o navio”, disse Foschi. O nível de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país ficou em 4,7% em dezembro do ano passado e, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados hoje (26), foi a menor taxa para o mês de dezembro e de toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego, iniciada em março de 2002. Em novembro de 2011, a taxa ficou em 5,2% e em dezembro de 2010, em 5,3%. Com o resultado de dezembro, o desemprego em Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre fechou o ano de 2011 em 6%, também a menor média anual desde 2003, de 12,4%. A pesquisa mostra que em dezembro de 2011 havia menos 119 mil pessoas desocupadas, uma queda de 9,5% em relação a novembro, e de 9,4% na comparação com dezembro de 2010. Em todo o ano de 2011, os desocupados somaram, em média, 1,4 milhão de pessoas, enquanto em 2003 eram 2,6 milhões de desocupados. Já a população ocupada em dezembro, de 22,7 milhões, manteve-se estável em relação a novembro e apresentou um leve aumento, de 1,3% na comparação com dezembro de 2010. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também não registrou variação na passagem de novembro para dezembro, mas aumentou em 6% na comparação com dezembro de 2010, significando um aumento de 638 mil postos de trabalho formais no período de um ano. “Esses resultados levaram, na média de 2011, a um recorde na proporção de trabalhadores com carteira assinada (10,9 milhões) em relação ao total de ocupados: 48,5%, frente a 46,3% em 2010 e 39,7% em 2003”, informou o IBGE. Ainda em dezembro do ano passado, o rendimento médio real dos trabalhadores foi de R$ 1.650. Segundo o IBGE, foi o valor mais alto para o mês de dezembro desde 2002. A alta foi de 1,1% em relação a novembro e de 2,6% frente a dezembro de 2010. Bombeiros já localizaram cinco corpos em escombros de prédios que desabaram no Rio
Postado em //26/01/2012 - Fonte:
Abr O subsecretário de Defesa Civil do Município do Rio de Janeiro, Márcio Motta, informa que mais dois corpos foram encontrados entre os escombros dos três prédios que desabaram ontem à noite (20h30) na Avenida 13 de Maio. Os corpos ainda não foram resgatados. No total, o Corpo de Bombeiros contabiliza cinco mortes (três corpos estão no Instituto Médico-Legal) e ainda procura 11 pessoas desaparecidas. Motta também informou que os três prédios geminados seguintes ao Edifício Liberdade (lado direito) foram interditados por precaução. “Interditamos por prevenção, mas vistoriamos um por um e não há risco de desabamento”, garantiu. Além desses edifícios, os prédios em frente foram evacuados para facilitar o trabalho dos bombeiros, o trânsito de retroescavadeiras, caminhões e ambulâncias. “Está descartada a possibilidade de desabamento dos demais edifícios”. Toda a área está isolada, mas nas imediações o comércio funciona normalmente. Próximo ao trecho fechado, inúmeros curiosos e a imprensa, inclusive estrangeira, acompanha o trabalho dos bombeiros e da defesa civil. Há também pessoas que trabalham no local como Elizabeth Souza Nascimento, funcionária do Theatro Municipal, que fica no lado esquerdo dos prédios que desabaram. No começo da manhã, ela chegou a entrar rapidamente no prédio, de onde viu o anexo da bilheteria atingido pelo desmoronamento. “Estava cheio de escombro e fumaça”, lembra. O tenente coronel da Polícia Militar, Júlio Cezar Mafia, lotado em batalhão próximo ponto do desabamento esteve no local quando houve o primeiro resgate ontem à noite. “Vinhemos correndo assim que soubemos do ocorrido e encontramos o zelador que estava com a perna presa sentindo muita dor. Com a ajuda dos bombeiros e uso de muita técnica, conseguimos salvá-lo”, comemora. Modelo econômico de Mato Grosso não favorece arrecadação dos muniçipios
Postado em //26/01/2012 - Fonte:
AMM A arrecadação insuficiente para atender as principais demandas dos municípios promete ser um dos principais desafios para os prefeitos em 2012. A preocupação ganha proporções ainda maiores considerando o modelo econômico de Mato Grosso, que apesar de ser o estado que mais cresce no país, apresenta um desempenho de contribuição aos municípios inferior ao da União. O assunto foi abordado nesta quarta-feira (25) durante entrevista coletiva na Associação Mato-grossense dos Municípios. Levantamento realizado pela AMM aponta que o repasse do ICMS às prefeituras de 2005 a 2011 cresceu apenas 14% (valor indexado pelo IGP-M - FGV) enquanto a transferência do Fundo de Participação dos Municípios – FPM aumentou cerca de 28%. Apesar da recente crise internacional e da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI na aquisição de automóveis verificada no período, o repasse do FPM ainda representou o dobro da transferência do ICMS. O IPI, juntamente com o Imposto de Renda, compõe a base de cálculo do FPM. O presidente da AMM, Meraldo Figueiredo Sá, disse que é possível que o desempenho fraco na arrecadação dos municípios não seja ineficiência da Secretaria de Estado de Fazenda. Porém, Meraldo aponta que é necessária maior transparência para traçar uma avaliação mais completa da situação financeira dos municípios. “Solicitamos, via ofício, informações sobre o Valor Adicionado de todos os municípios, mas a Sefaz negou. Estamos preparando mandado de segurança para termos acesso a informações do movimento econômico de cada cidade de Mato Grosso”, assinalou. Se comparados a outros indicadores, verifica-se também uma defasagem de ambos os repasses. O salário mínimo, por exemplo, utilizado como base para as folhas de pagamento das prefeituras, aumentou 47% no período de 2005 a 2012, indexado pelo Índice Geral de Preços – IGP-M. “Os dados só confirmam a situação alarmante dos municípios, que apesar de estar na base no atendimento direito à população é o ente federado que possui menos recursos para investimento”, afirmou o presidente da AMM. Como o problema da arrecadação ineficiente para atender as demandas dos municípios se arrasta há anos, a AMM elaborou propostas para minimizar a questão. Uma das sugestões, apresentada em 2011 ao governo do estado, prevê o repasse de 25% do Fundo de Transporte e Habitação – Fethab às prefeituras. De acordo com a proposta, os valores oriundos do Fethab seriam distribuídos fundo-a-fundo, ou seja, estariam vinculados a obras de infraestrutura e habitação, conforme a lei que criou o fundo. Estima-se que os 25% de repasse do Fethab represente cerca de R$ 150 milhões ao ano para os municípios. Caso a proposta da AMM se consolide, o município de Jangada, por exemplo, que recebe cerca de R$ 160 mil de ICMS ao mês, passaria a receber cerca de R$ 200 mil; Novo Horizonte do Norte passaria de R$ 120 mil para R$ 180 mil e Cuiabá, que atualmente recebe cerca de R$ 15 milhões ao mês, teria um acréscimo de cerca de R$ 1,8 milhão. A consolidação da industrialização em Mato Grosso também é considerada uma alternativa para dinamizar o modelo econômico no estado. A expectativa é que essa alteração represente um novo fôlego para cidades como Acorizal, por exemplo, que está na iminência de receber uma indústria com alta tecnologia. A AMM também tem uma proposta para industrializar a produção de Mato Grosso, através de pequenas unidades industriais. Com foco nos municípios mais carentes, a AMM elaborou um projeto para implantação de polos de confecções em localidades que se caracterizam pela economia estagnada ou exaurida. Esse grupo compreende 105 municípios de Mato Grosso, de acordo com uma classificação própria, elaborada pela equipe técnica da AMM. Conforme a metodologia adotada pela instituição, 22 municípios apresentam economia dinâmica e 14 moderada, totalizando as 141 cidades mato-grossenses. Cerca de 170 instalações poderão receber delegações na preparação para as Olimpíadas de 2016
Postado em //25/01/2012 - Fonte:
ABR Cerca de 170 instalações esportivas de 73 cidades em 18 estados brasileiros poderão receber delegações estrangeiras na preparação para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, que ocorrerão no Rio de Janeiro. A lista com as instalações consideradas aptas pelo Comitê Organizador dos Jogos foi divulgada hoje (24). Das 83 amostras têxteis enviadas para análise em laboratório de Londrina (PR), em 2011, oito foram analisadas e a metade foi reprovada. A maior parte desses produtos é importada. As coletas têxteis são realizadas pelas equipes da DAC - Diretoria da Avaliação da Conformidade do Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem-MT) e enviada para a cidade paranaense onde existe um laboratório conveniado pelo Inmetro para efetuar a avaliação da fidedignidade das informações descritas no produto e as efetivamente constantes no produto têxtil, através de ensaios físico-químicos. FMI alerta para possibilidade de depressão semelhante à dos anos 30
Postado em //25/01/2012 - Fonte:
BBC A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, alertou que se não forem tomadas medidas decisivas o mundo enfrentará uma depressão econômica similar àquela dos anos 30. Dilma lembrou que quando era ministra da Casa Civil do governo de Lula, acostumou-se a ver as portas sempre abertas para o ministro da Educação, Fernando Haddad, e que vai adotar a mesma postura no seu governo.
"Quando tínhamos que discutir com o presidente a criação e a interiorização de universidades, a criação de escolas técnicas e a criação de institutos federais de tecnologia, era a coisa mais fácil que tinha porque sempre a porta para Fernando Haddad estava aberta. Sempre não tinha limite para investimento, e que nós, Casa Civil e Planejamento, tínhamos que nos conformar porque era assim a regra do jogo", declarou.
A presidenta aproveitou para dizer ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que a sua intenção é manter a mesma política. "Eu quero informar ao Guido que eu aprendi muito com o presidente Lula", disse Dilma arrancando risadas dos presentes. "Eu continuo o mesmo projeto porque eu sei que é isso que transformará o Brasil", completou, atribuindo a Lula a iniciativa de democratizar o acesso à educação no país.
Em uma cerimônia marcada pelo tom emocional, a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva emocionou a todos. Sem cabelos, por causa do tratamento de radioterapia contra um câncer de laringe, Lula, usando um chapéu preto, sem gravata, desceu a rampa interna do Palácio do Planalto, que liga o gabinete da Presidência, no terceiro andar, ao Salão Nobre, segundo andar, onde ocorreu a cerimônia.
Em seu discurso, a presidenta, mais uma vez, defendeu o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) principal foco de críticas ao governo devido aos vazamentos e problemas na execução das provas. "Não estou aqui fazendo a defesa do Enem por nenhum princípio de teimosia, mas é porque ao fazê-lo, estou defendendo o ProUni, o Reune e o Ciência sem Fronteira", completou a presidenta referindo-se aos projetos do governo para qualificação de mão de obra e de desenvolvimento de tecnologia. Para Dilma Rousseff, sem o Enem seria impossível fazer a seleção dos beneficiados pelos programas. O vestibular, de acordo com a presidenta, não seria adequado por sua característica adotar critérios díspares.
Na avaliação de Dilma, os problemas que surgiram durante a execução do Enem resultam da própria dimensão do programa. "Nenhum de nós é soberbo de achar que um projeto que se faz nasce perfeito. Ele precisa de um teste da realidade. Ele precisa da tentativa e erro. Agora, há que reconhecer, que um projeto que abrange milhões de pessoas, é inevitável que nos primeiros tempos ocorra alguns desvios. Esses desvios nós temos a humildade de reconhecer e de corrigir. Quem não é capaz de fazer isso não faz uma boa gestão", disse.
"A construção do futuro passa pela ampliação das oportunidades"
Em seu discurso, a presidenta afirmou que a união entre educação, ciência, tecnologia e inovação vai transformar o Brasil.
“A construção do futuro passa pela ampliação das oportunidades, da qualidade da educação, da capacidade de produzir ciência e tecnologia, e de inovar”, disse a presidenta.
“Não se considerava estratégia de desenvolvimento tirar as pessoas da miséria ou eliminar a diferença de renda que tornava o Brasil um dos países mais desiguais do mundo. E nós tínhamos que dar conta de outro desafio: elevar o nível de conhecimento da nossa população.”
“Defender o Enem é defender o Prouni, o Reuni e o Ciência sem Fronteiras. De tudo faremos para melhorar o Enem, posto que ele é um instrumento de acesso democrático à educação. E democracia não significa que não premiaremos o mérito. Democracia significa acesso à oportunidade”, disse a presidenta.
Despedida – No discurso de despedida, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad afirmou que o maior legado do governo do ex-presidente Lula foi ter ampliado o acesso à educação. No governo da presidenta Dilma, acrescentou, avançar é o caminho.
“Nós temos que garantir a todos os brasileiros, indistintamente, o direito a um passo a mais na educação. Àquele que não teve alfabetização e já é um adulto. Àquele que já tem um doutorado e quer continuar se aprimorando. Se nós pretendemos continuar crescendo, temos que garantir esse direito a todos”, afirmou. Em meio ao agravamento do cenário externo, o FMI (Fundo Monetário Internacional) voltou a reduzir sua previsão de crescimento para a economia brasileira, que deve ficar abaixo da média mundial em 2011 e neste ano. De acordo com a revisão do relatório World Economic Outlook (Perspectivas da Economia Mundial), divulgada nesta terça-feira, em Washington, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro deverá avançar 2,9% em 2011 e 3% neste ano. Se as projeções do fundo se confirmarem, o Brasil terá voltado a crescer abaixo da média global, após ter registrado um resultado bem superior à média mundial em 2010, quando cresceu 7,5%, diante de um avanço global 5,2%. A projeção do FMI para este ano é 0,6 ponto percentual menor do que a divulgada anteriormente, em setembro de 2011, e também fica abaixo dos 3,27% projetados no último Boletim Focus, levantamento semanal feito pelo Banco Central do Brasil com base em consultas ao mercado. Caso a previsão do FMI se confirme, o crescimento brasileiro em 2012 ficará abaixo da média mundial (3,3%) e também da média das economias emergente e em desenvolvimento (5,4%). O avanço do PIB brasileiro também será menor que a média da América Latina e Caribe (3,6%) e do que o da China (8,2%), da Índia (7%) e da Rússia (3,3%), países que integram o grupo dos Brics. Entre os Brics, apenas a África do Sul terá desempenho pior que o do Brasil, com previsão de crescimento de 2,5% em 2012. Para 2013, o FMI projeta avanço de 4% no PIB brasileiro, 0,2 ponto percentual abaixo da previsão anterior, mas 0,1 ponto acima da média global, que é de 3,9%. Zona do euroA nova versão do relatório reduz as previsões de crescimento para praticamente todos os países e regiões, especialmente em consequência dos problemas nos países da zona do euro. “As perspectivas de crescimento global se obscureceram e os riscos escalaram bruscamente durante o quarto trimestre de 2011, à medida que a crise na zona do euro entrou em uma perigosa nova fase”, diz o FMI. Segundo o relatório, preocupações com perdas do setor bancário e sustentabilidade fiscal se espalharam por vários países da zona do euro. Em muitas economias avançadas, as condições de empréstimos bancários se deterioraram. No caso dos emergentes, o impacto foi sentido com queda nos fluxos de capital. De acordo com o relatório, os emergentes ainda correm o risco de que a perda de confiança global altere a dinâmica dos mercados de crédito e imobiliário, o que afetaria de modo negativo a atividade econômica nesses países. O FMI afirma ainda que, dada a profundidade da recessão de 2009, as taxas de crescimento previstas para as economias avançadas são insuficientes para reduzir as altas taxas de desemprego. O relatório ressalta que as projeções são de desaceleração, e não de colapso, já que a maioria das economias avançadas vai evitar cair em nova recessão e que a atividade nos emergentes, que vai ser reduzida, vinha em um ritmo bastante alto. “Entretanto, isso pressupõe que, na zona do euro, as autoridades intensifiquem seus esforços para combater a crise”, diz o documento. Em um cenário mais pessimista, no qual o contágio financeiro para o resto do mundo seja maior do que o esperado e o comércio internacional também seja afetado, as projeções de crescimento mundial poderiam ficar cerca de 2 pontos percentuais abaixo do previsto no relatório, diz o FMI. |
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